Author Archives: Vinicius

Herman Melville, tradução do trecho inicial de “Pierre: or the ambiguities”

Nota: Este romance de Melville também não foi traduzido ao português. Aqui, então, apresento, nos idiomas de Shakespeare e Camões, o início da trama, em que o escritor oitocentista nova-iorquino pinta romanticamente o amor adolescente. A abertura é um clichê, como … Continue lendo

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Série “recauchutagem” (4) – Sobre café e cigarros (“Coffee and cigarettes”)

  Nota: No ritmo do calor de janeiro, dou continuidade, macunaimicamente, à série “recauchutagem”…  O filme de Jim Jarmusch (foto acima, como ator em Blue in the face –”Cortina de fumaça”) fez com que eu voltasse alguns anos. Por questões de … Continue lendo

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Série “recauchutagem” (3): Não à “arte” das instalações

  Aí está um quadro relativamente moderno (de Bochner). Nada de rabiscos abstratos. Somente escolha de cores em palavras, quase todas, abstratas. É claro que há um certo ranço adolescente nessa rebeldia toda, mas antes o vazio do que o … Continue lendo

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Série “recauchutagem” (2): A agonia do papa

  A agonia do Papa é um clichê já pronto. É a igreja católica personificada. Há quem acredite no poder do qual ele está investido, jogando-lhe flores e gritando histericamente quando faz suas aparições — agora acompanhadas de resmungos indecifráveis — em uma janela qualquer … Continue lendo

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Série “recauchutagem” (1): Por que literatura? Por que filosofia?

  Nota: O calor e a indolência deste janeiro fizeram-me recuperar, no que chamarei de Série “recauchutagem”, alguns pequenos textos publicados, há algum tempo, em outro local. Assim, não se perdem (não me perco) totalmente. No quadro acima, Aristóteles encara o … Continue lendo

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O que é escrever (para mim, é claro)

  Quando em mim havia maior capacidade de indignação, escrevia, metade colérico, metade sereno. Hoje, simplesmente, não há tempo para escrever. Escrever demanda um certo ímpeto, respeito pela palavra. Atualmente se escreve tanto – e tão ao gosto obtuso de seres … Continue lendo

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Literatura e filosofia: prolegômenos [Parte 1]

   Nota: Apresentarei aqui, aos poucos, parte do capítulo inicial de minha tese, defendida em 2007 no Instituto de Letras da UFRGS. A tese tem como título “Jornada rumo ao crepúsculo: uma leitura nietzschiana de Moby-Dick”. “Crepúsculo” diz respeito ao “Crepúsculo … Continue lendo

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Uma introdução a Kierkegaard

Acreditem, prezados leitores, que, por influência de meu pai, e também por imposições acadêmicas bem posteriores, em um já longínquo Mestrado, estudei um pouquinho de Kierkegaard. Há boas traduções de sua obra em língua inglesa, publicadas pela Princeton. Em português, as coisas … Continue lendo

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Introdução a um poema de “O guardador de rebanhos”, de Alberto Caeiro

  Este texto é uma introdução a Alberto Caeiro e visa a oferecer subsídios a jovens alunos do Recife.  (Observação de 30/11/2010: agradeço às mais de 1000 visitas de navegadores das regiões de Lisboa, Faro, Porto, Açores, Madeira, Braga, Coimbra, Aveiro, Setúbal, Évora, Viseu, … Continue lendo

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Omoo, ou mais uma tradução de Melville

Aí está mais uma tradução, ainda não integralmente revisada, de uma obra  de Melville inédita em língua portuguesa. Desta feita, apresento tão-somente a primeira página de seu segundo romance, Omoo [um dia explico o título].  O original vai em preto; minha tradução, em … Continue lendo

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A vida na Disneylândia

Para além das vicissitudes da vida comum de professor, que, como sabemos, não é, em geral, espetacularmente bem remunerada, o profissional que se dedica ao estudo da língua e da cultura inglesas (ou norte-americana) precisa, no Brasil, estar pronto para … Continue lendo

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João Simões Lopes Neto e a miséria intelectual dos gaúchos

  Qualquer aluno de Literatura Brasileira que se interesse pelos escritores gaúchos terá, como uma espécie de obrigação, tomar conhecimento da obra de Simões Lopes, seja por questão lingüística, seja por questão cultural. Ao ler Simões Lopes Neto, até o … Continue lendo

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Filosofia e literatura: algumas derivações impróprias de opúsculos de Herman Melville

  Este texto foi escrito há alguns anos, em momento embrionário de uma certa tese. A edição, o título, os subtítulos, os comentários entre colchetes, além de algumas inserções no corpo do próprio texto, datam de hoje. O texto é … Continue lendo

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João Cabral: entre a filosofia e a poesia

Nota: Este texto é um fragmento de um ensaio de maior fôlego sobre a obra do poeta pernambucano. Saudações especiais a todos os alunos que, como eu, um dia aprenderam [verbo intransitivo] no próprio Recife, terra de ótimos professores. Alô, professora … Continue lendo

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Música: Escute aqui!

Há música neste site. Basta clicar no link abaixo ou na aba “Música em vídeo”, no topo da página. Começamos com Ian Anderson (Life is a long song)  e prosseguimos com Elis Regina/Tom Jobim (Águas de março). https://viniciusfigueira.wordpress.com/musica-em-video/

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Do Coração das trevas à vida na cidade (uma tradução de Conrad)

Aí abaixo está  minha tradução de um trecho do famoso “Heart of Darkness”, de Joseph Conrad, publicado pela primeira vez em 1902. Trata-se, penso eu, de uma boa leitura para o brasileiro urbano medianamente instruído que, ao voltar de suas … Continue lendo

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Duas certas (e errôneas) traduções de Frye

Traduzir é tarefa ingrata. O tradutor está, queira-se ou não, sempre sob certo julgamento. Por mais bem feita que seja a tradução, um só erro basta para que críticos mais agudos reclamem muito daquilo que se traduziu e desconsiderem o … Continue lendo

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A história dos idiotas e os idiotas da História

Estive pensando, de maneira simplificada, mas não simplória, sobre a chamada civilização ocidental e seus rebentos atuais, classificando-os, grosso modo, em duas grandes categorias: a dos metafísicos e a dos revolucionários. Os primeiros insistem em divagar sobre a origem, sobre a … Continue lendo

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O belo na arte

A incrível e meritória (?) arte de escrever sobre o que não se sabe: eis o que é a filosofia. Uma tentativa de estabelecer o necessário, o almejado e tão-somente necessário, como possibilidade de comprovação de verdades, que não são … Continue lendo

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Da essência dos parafusos

O mundo eminentemente prático e a produção de objetos que atendem àquilo que é materialmente necessário à sobrevivência da humanidade fizeram-me pensar na felicidade de um grande fabricante de parafusos. Não chego a ter certeza, mas presumo que mesmo o … Continue lendo

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Patacoadas de uma república de bananas

  Chamemos a atenção, em primeiro lugar, para a primeira palavra do título deste artiguinho. “Patacoada” é coisa de patacos, de indivíduos idiotas, estúpidos, parvos. Em segundo lugar, tem-se a expressão “república de bananas”,  que aqui não faz menção às … Continue lendo

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Outra pequeníssima tradução de Melville

[Original] Etymology (supplied by a late consumptive usher to a grammar school) The pale Usher – threadbare in coat, heart, body, and brain; I see him now. He was ever dusting his old lexicons and grammars (…). He loved to … Continue lendo

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Sobre abelhas e homens

  Um famoso pensador ocidental certa vez ousou comparar abelhas e homens por aquilo que ambos fazem ao construir suas casas (ou favos). A diferença, dizia-nos o astuto pensador, era a de que mesmo o pior dos arquitetos humanos (ao contrário … Continue lendo

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Antes e depois, sempre

É claro que sabemos tudo sobre o depois, e nada sobre o antes. Ali, no nada sobre o antes, construímos nossa filosofia. A consciência é dependente do tempo; o tempo, da consciência. Antes do homem, o que havia? E depois, o … Continue lendo

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Uma tradução de Melville

Da série “Traduções prazerosas”: Trecho de carta de Melville a Hawthorne. O texto é de 1851. Em primeiro plano, o original (em preto) e, logo abaixo, minha tradução (em azul). A seguir, na cor verde e em frases numeradas, um comentário informal das escolhas formais … Continue lendo

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Sobre Heidegger e sua análise de Hölderlin, aplicada a mim mesmo sem intenção de eco ou rima

 Meu tempo é o tempo do poeta. Mas o que é declarar isso de maneira tão abrupta sem dar maiores explicações ao leitor de hoje? A primeira dificuldade com que me deparo é de fundo cultural. Ter a coragem de … Continue lendo

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Inspirado em Pascal, Pensamentos 139 e 339

 Contentar-se em fazer, fazer e fazer, em não silenciar, em jamais parar. É esse o espírito da materialidade rasteira que governa os espíritos de homens que apenas constroem com as mãos – e em última análise para o estômago – objetos bem … Continue lendo

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A felicidade no trágico

Para suportar a moira (o destino, o terrível e o horrendo, em outras palavras, nossa ignorância completa sobre o sentido da vida, aquilo que sentimos quando nos perguntamos “o que estou fazendo aqui?”) há de se representar, seja pelo sublime … Continue lendo

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Escrito à sombra de um obelisco

    O velho que me olha com olhar de avô, não é, é claro, meu avô. Muito menos meu pai, morador hipotético e emérito desta cidade. Estou à sombra de um ícone grego, escrevendo em português, falando em português, … Continue lendo

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Como (não) dar presentes

  Como diria Nietzsche, em Aurora (464), presentear alguém deve ser algo feito da maneira mais anônima possível. Nada mais presunçoso do que presentear com aquele sorriso piegas no rosto. A Natureza, quando nos presenteia com sol ou com uma chuva … Continue lendo

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Pensando a poesia; a poesia como pensamento (fragmento de uma aula introdutória à Teoria da Literatura)

Pensar a literatura de maneira pragmática, isto é, fazendo com que ela cumpra uma determinada função é algo tão antigo quanto Aristóteles, com a idéia de catarse, mas que fica mais bem expresso no século I a.C. em Horácio, o … Continue lendo

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Ser artista, hoje

 Ser poeta, cineasta ou qualquer coisa relacionada à arte ganhou, hoje, uma conotação repugnante. Estou convencido de que é melhor ser escriturário. Já fui; vou sê-lo; já sou. Todos querem saber o que o artista pensa. E o artista, hoje, … Continue lendo

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O esporte e seus defensores “radicais”

 Um simples par de tênis provocou-me a seguinte reflexão: serve-me por sua utilidade ou serve-me por motivos outros? Para mim, serve por ser útil, por evitar o impacto contra o solo, protegendo as articulações do joelho, etc. No entanto, é … Continue lendo

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Tchekhov – Uma história enfadonha

Em tempos de globalização e pensamento único, nada como voltar a Tchekhov e seu magistral conto “Uma história enfadonha”. Lá estão os motivos que fazem com que o intelectual às vezes canse da vida em casa, da vida em sociedade … Continue lendo

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Narrativas e dramas

Mesmo recorrendo à narrativa a ao drama reiteradamente por motivos profissionais e, às vezes, até por prazer, não consigo ver um aspecto positivo no fato de que no Brasil as novelas (que são, na base, narrativa + drama) façam tamanho … Continue lendo

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Poema para minha avó à beira do Alzheimer

  Por mais que escreva páginas e páginas de artigos e textos Por mais que pense ter encontrado o caminho no final da curva Por mais que sinta o corpo satisfeito Por mais que sinta o prazer da música Por … Continue lendo

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De volta a Turner

Diante da mais absoluta ignorância com a qual freqüentemente me deparo, diante dos olhares bovinos que me encaram quando falo de coisas como um quadro que julgo belo, diante da mais estúpida animalidade bárbara da colônia imersa no mais raso domínio … Continue lendo

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Burgess – English Literature

Em um texto bastante simples e direto, como devem ser, aliás, os textos didáticos, Anthony Burgess dá uma boa introdução ao tema “o que é literatura?”. Nos primórdios da minha graduação o havia lido, mas dele não me lembrava. Agora, … Continue lendo

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Flaubert. Flaubert?

A inevitabilidade da constante troca de estados de espírito é em muito proveniente do efeito que o mundo exterior em geral provoca. Como não é possível viver em harmonia com uma civilização milenar que se repete em erros mesquinhos e egoístas, … Continue lendo

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Herman Melville e a caridade

A possibilidade (forte) de o nada estar à espreita do outro lado ou a percepção momentânea e aguda de que os objetos vistos e revistos cotidianamente – com significado bem definido, portanto – se mostram, de maneira repentina, tão desprovidos … Continue lendo

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Mensagem ao filho que não tenho

Calma, filho, o senso estético não está de todo perdido; está apenas instrumentalizado sob a forma da mercadoria. Os bárbaros de hoje, com seu poder radicalizado na mera posse, ignoram qualquer proposição de cunho filosófico sobre o que pode ou … Continue lendo

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Sobre a velhice/ Sobre a amizade

Cícero, quem se lembra dele? Ficou muitas vezes atrelado à idéia do ornamento pelo ornamento, sabemos todos. Mas há um certo ensinamento ético nas obras em questão. Lembrei-me dele quando, depois de um turbilhão de leituras, um amigo bateu à … Continue lendo

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Finalidade sem fim

Kant é o homem que tenta desvincular o fim (a utilidade) do objeto artístico da sua finalidade (isto é, do prazer subjetivo que provoca). O fim diz respeito aos objetos empíricos, ou seja, que têm utilidade prática na vida. Toda … Continue lendo

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O belo e o verdadeiro

Em que medida o belo acompanha o verdadeiro ou pode ser expressão dele se o verdadeiro pertence à Lógica, e o belo, à Estética? Em que condições o belo artístico se assemelha ao belo natural se a lua cheia, avermelhada e gigantesca que … Continue lendo

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Ratzinger e a má-fé de Sartre

Estar condenado à liberdade. Esse era o argumento sartriano para a condição humana. Segundo o mesmo autor, é quando recusamos nossa condenação à liberdade que agimos de má-fé. O apelo à religião é, sem dúvida, má-fé de primeira linha. Invariavelmente, abdicamos da liberdade para ficar sob … Continue lendo

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A música

A música, somente ela, isto é, a música sem letra, desprovida de um objetivo mais racional, é a que nos leva mais longe. Talvez porque contenha em sua forma o próprio conteúdo. Naquele sentido de revelação quase metafísica da verdade (ecos heideggerianos … Continue lendo

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Linguagem é linguagem

  Somente pela linguagem é que a linguagem se institui. O poder de uma palavra ou de uma frase é amplo e acata diversos sentidos. Vulgarmente, as palavras não expressam mais do que a imediatidade do mundo ôntico. Somente aqueles que trabalham … Continue lendo

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Nem mazurcas, nem abusões

  “Nem mazurcas, nem abusões”, dizia Drummond, em língua que não mais entendemos hoje, ao falar sobre a poesia e sua procura  – sobre como não fazer poesia (repara: na dialética entre o fazer e o ser, a poesia está mais … Continue lendo

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Por que escrever na Internet?

Nem todas as pessoas que escrevem em meio eletrônico são modernas, ou melhor, pós-modernas (leia-se “confusas e egocêntricas”) o bastante a ponto de transformarem a Internet em jogo efêmero e tolo de citações (quase sempre auto-encomiásticas) dignas de adolescentes débeis. Não se sentem … Continue lendo

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