Burgess – English Literature

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Em um texto bastante simples e direto, como devem ser, aliás, os textos didáticos, Anthony Burgess dá uma boa introdução ao tema “o que é literatura?”. Nos primórdios da minha graduação o havia lido, mas dele não me lembrava. Agora, ao relê-lo, vejo o quanto assimilei a lição do homem da Laranja mecânica. A tese é a de que o fenômeno estético oferece uma certa ordenação, uma certa organização ao caos circundante, levando-nos, ainda por cima, ao prazer. Nisso não há nada de novo – o surpreendente é a clareza do autor, que escreve como se lhe dessem pouca tinta e pouco papel, ou seja, como se tivesse de aproveitar todos os espaços para dizer tudo de maneira brilhante e sucinta. Sua genialidade está em dizer muito em poucas palavras: Ars longa, vita brevis. Pena que alguns doutores confundam o ars longa horaciano com calhamaços e calhamaços do mais puro embuste. Pena que os bárbaros não percebam o que a Inglaterra tem de bom.

Texto escrito em 07/7/2005
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