Sobre a velhice/ Sobre a amizade

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Cícero, quem se lembra dele? Ficou muitas vezes atrelado à idéia do ornamento pelo ornamento, sabemos todos. Mas há um certo ensinamento ético nas obras em questão. Lembrei-me dele quando, depois de um turbilhão de leituras, um amigo bateu à porta e reclamou da vida, da família que já não o é, do primo otário, da filha adolescente a dar um trabalho do cão. Tudo isso regado a “After the rain”,  de John McLaughlin,  a blues e bules (palavra velha essa) de café. À medida que envelhecemos, ficamos mais sós: vão-se quase todos os familiares ainda não mortos para outro cemitério: o do passado. Resta-nos o velho amigo, porém.

Texto escrito em 06/5/2005
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