Arquivo da categoria: Poesia

Cimento (poema fúnebre n.º 2)

  Cimento Cimento fresco que respinga e bate no branco da parede do futuro túmulo de minha mãe. Cimento seco que gruda e endurece à volta da lápide do agora leito de meu pai. Cimento eterno da pá do coveiro, … Continuar lendo

Publicado em Poesia | Marcado com , | Deixe um comentário

Alguém ainda estuda Roman Ingarden?

Por motivos de força maior, estive ausente em agosto. Por isso, este texto vai com data retroativa, para cumprir a agenda do mês passado. Trata-se de parte de um trabalho cuja proposta era usar Ingarden para analisar poesia. Esqueci-me de … Continuar lendo

Publicado em Poesia, Poetas brasileiros, Teoria da Literatura | Marcado com , , , | 6 Comentários

/poema

  Noite de finados Noite longa. Um sonho demorado com dois que se foram. Sonho falso, e é só. Estou só: foram-se.   Poema de finados, escrito em memória de meus pais. A foto é uma composição feita com imagens de sósias de … Continuar lendo

Publicado em Poesia | Marcado com , | Deixe um comentário

Ainda se estuda “A estrutura do texto artístico”, de Iuri Lotman?

  Abaixo, uma anotação que fiz, ao final do século passado, sobre um capítulo de livro do já esquecido – creio eu – Iuri Lotman. Em tempo: espero terminar a análise do poema de Drummond, começada no mês passado e ainda incompleta. … Continuar lendo

Publicado em Poesia, Prosa, Teoria da Literatura | Marcado com , , , | 1 Comentário

“ ‘A máquina do mundo’ de Drummond” rediviva

Escrevo também para incautos. Por isso, alerto: o que está entre aspas simples, acima, é título de um poema. O que está entre aspas duplas é título de um ensaio de Merquior. O adjetivo que acrescento ao título do ensaio … Continuar lendo

Publicado em Crítica literária, Poesia, Poetas brasileiros, Teoria da Literatura | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

Poema invertido

  O boi rumo à pastagem (verde e tenra) é como a casa que espera o homem que já chega:   Portas fechadas a esconder conforto e calor, Carne que se locomove – a antever prazer (e dor).  . Sossego … Continuar lendo

Publicado em Poesia | Marcado com | 2 Comentários

Literatura e filosofia: prolegômenos [Parte 2]

Dando continuidade à apresentação do capítulo inicial de minha tese (ver a postagem do mês de novembro, neste site), apresento o subcapítulo em que trato da distinção entre o escritor de ficção e o filósofo. Para tanto, talvez inusitadamente, Heidegger e … Continuar lendo

Publicado em Filosofia, Literatura, Poesia, Teoria da Literatura | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Literatura e filosofia: prolegômenos [Parte 1]

   Nota: Apresentarei aqui, aos poucos, parte do capítulo inicial de minha tese, defendida em 2007 no Instituto de Letras da UFRGS. A tese tem como título “Jornada rumo ao crepúsculo: uma leitura nietzschiana de Moby-Dick”. “Crepúsculo” diz respeito ao “Crepúsculo … Continuar lendo

Publicado em Filosofia, Literatura, Poesia, Teoria da Literatura | Marcado com , , , , , | 2 Comentários

Introdução a um poema de “O guardador de rebanhos”, de Alberto Caeiro

  Este texto é uma introdução a Alberto Caeiro e visa a oferecer subsídios a jovens alunos do Recife.  (Observação de 30/11/2010: agradeço às mais de 1000 visitas de navegadores das regiões de Lisboa, Faro, Porto, Açores, Madeira, Braga, Coimbra, Aveiro, Setúbal, Évora, Viseu, … Continuar lendo

Publicado em Linguagem, Poesia, Teoria da Literatura | Marcado com , , , , | 6 Comentários

Filosofia e literatura: algumas derivações impróprias de opúsculos de Herman Melville

  Este texto foi escrito há alguns anos, em momento embrionário de uma certa tese. A edição, o título, os subtítulos, os comentários entre colchetes, além de algumas inserções no corpo do próprio texto, datam de hoje. O texto é … Continuar lendo

Publicado em Filosofia, Literatura, Literatura norte-americana, Metafísica, Poesia, Teoria da Literatura, Tragédia | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

João Cabral: entre a filosofia e a poesia

Nota: Este texto é um fragmento de um ensaio de maior fôlego sobre a obra do poeta pernambucano. Saudações especiais a todos os alunos que, como eu, um dia aprenderam [verbo intransitivo] no próprio Recife, terra de ótimos professores. Alô, professora … Continuar lendo

Publicado em Filosofia, Poesia | Marcado com , , , | 2 Comentários

Sobre Heidegger e sua análise de Hölderlin, aplicada a mim mesmo sem intenção de eco ou rima

 Meu tempo é o tempo do poeta. Mas o que é declarar isso de maneira tão abrupta sem dar maiores explicações ao leitor de hoje? A primeira dificuldade com que me deparo é de fundo cultural. Ter a coragem de … Continuar lendo

Publicado em Filosofia, Poesia | Marcado com , , , , | 1 Comentário

Pensando a poesia; a poesia como pensamento (fragmento de uma aula introdutória à Teoria da Literatura)

Pensar a literatura de maneira pragmática, isto é, fazendo com que ela cumpra uma determinada função é algo tão antigo quanto Aristóteles, com a idéia de catarse, mas que fica mais bem expresso no século I a.C. em Horácio, o … Continuar lendo

Publicado em Poesia, Teoria da Literatura | Marcado com , , | 4 Comentários

Poema para minha avó à beira do Alzheimer

  Por mais que escreva páginas e páginas de artigos e textos Por mais que pense ter encontrado o caminho no final da curva Por mais que sinta o corpo satisfeito Por mais que sinta o prazer da música Por … Continuar lendo

Publicado em Poesia | Marcado com , , | Deixe um comentário

Mensagem ao filho que não tenho

Calma, filho, o senso estético não está de todo perdido; está apenas instrumentalizado sob a forma da mercadoria. Os bárbaros de hoje, com seu poder radicalizado na mera posse, ignoram qualquer proposição de cunho filosófico sobre o que pode ou … Continuar lendo

Publicado em Estética, Poesia | Marcado com , , | Deixe um comentário

O belo e o verdadeiro

Em que medida o belo acompanha o verdadeiro ou pode ser expressão dele se o verdadeiro pertence à Lógica, e o belo, à Estética? Em que condições o belo artístico se assemelha ao belo natural se a lua cheia, avermelhada e gigantesca que … Continuar lendo

Publicado em Estética, Filosofia, Poesia | Marcado com , , | Deixe um comentário

Nem mazurcas, nem abusões

  “Nem mazurcas, nem abusões”, dizia Drummond, em língua que não mais entendemos hoje, ao falar sobre a poesia e sua procura  – sobre como não fazer poesia (repara: na dialética entre o fazer e o ser, a poesia está mais … Continuar lendo

Publicado em Poesia, Poetas brasileiros, Sociedade brasileira | Marcado com , , , | Deixe um comentário