Cimento (poema fúnebre n.º 2)

 

Cimento

Cimento fresco que respinga e bate
no branco da parede
do futuro túmulo de minha mãe.

Cimento seco que gruda e endurece
à volta da lápide
do agora leito de meu pai.

Cimento eterno da pá do coveiro,
Cimento branco, cinza e negro,
Rogai por mim!

 
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