
É claro que sabemos tudo sobre o depois, e nada sobre o antes. Ali, no nada sobre o antes, construímos nossa filosofia. A consciência é dependente do tempo; o tempo, da consciência. Antes do homem, o que havia? E depois, o que haverá? Havia tempo antes de nossa consciência existir? Haverá tempo depois de ela acabar? Extinta nossa consciência, o mundo não se extingue. Quando morre alguém, o mundo permanece. Resta saber o que ocorrerá quando o nosso sol esgotar-se e, com ele, nós mesmos e nossas palavras. Quero dizer: todos nós e todas as nossas palavras.


